
O tombamento de 1986 protege o traçado das ruas, as árvores, o loteamento, os recuos e o volume das construções, e o Decreto municipal 3.227, de 1929, já proibia ali a construção não residencial e obrigava os recuos. O efeito, quase cem anos depois, é que boa parte dos Jardins continua sendo casa com jardim, e não prédio.
Isso muda a visita inteira. Não há elevador de serviço, não há reserva de horário de condomínio e não há cadastro de portaria: há portão, garagem e porta de entrada. A peça costuma estar no térreo, muitas vezes com a porta do jardim a dois metros, e é por isso que terra de vaso, folha seca e pelo de animal chegam ao tecido com mais frequência do que num apartamento de andar alto.
E há um detalhe que só existe aqui: a Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim América, é desde o fim dos anos 1970 o maior polo de decoração e design da cidade. O sofá de muita casa do bairro foi comprado a poucos quarteirões de onde está, e costuma vir em tecido que pede teste de cor em área escondida antes de qualquer coisa. A Rua Oscar Freire, a duas quadras, é a outra referência do conjunto.
Sofá de couro segue o que está em limpeza de couro.
